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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O TRABALHO EFICIENTE DA POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO FEZ O ÍNDICE DE HOMICÍDIOS CAIR NO ESTADO.




O homicídio em São Paulo é o mais baixo do país: 8,6 mortes ao ano, por grupo de 100.000 habitantes, em 2015. Note-se que a média nacional do mais importante índice criminal é de 27 e, sem o estado de São Paulo do cálculo, a média sobe para 38. Trata-se de excelente notícia na área da segurança pública paulista que tem como principal ator a sua força policial ostensiva.
Todavia, para tentar explicar a maior queda de homicídios registrada em São Paulo - enquanto vários estados registraram aumento - alguns especialistas conseguem encontrar explicações incríveis e insistem em não reconhecer quem vem trabalhando forte e ininterruptamente na linha de frente da segurança pública em São Paulo, em atuação 24 horas por dia em todos os municípios do estado: a Polícia Militar.
Conhecemos bem a velha história: “quando o filho é bonito, surgem vários interessados na paternidade”.
As explicações que apresentam - e que conquistam generoso espaço na imprensa - passam pelos efeitos da Lei do Desarmamento (como se a lei federal não fosse aplicável aos outros estados...); pela melhoria na situação econômica (como se São Paulo não fosse atingido pelo desemprego e outros fatores socioeconômicos negativos...); pelo envelhecimento da população, o que tornaria a maior faixa populacional menos vulnerável (como se apenas o povo paulista envelhecesse...); por bem sucedidas políticas públicas municipais (como se todos os municípios paulistas, ao mesmo tempo e em um passe de mágica, provocassem mudanças sensíveis na segurança pública...); por políticas públicas de estado pontuais em São Paulo (como se a Polícia não existisse para, com base nelas, produzir resultados sensíveis...); pela apuração dos casos de homicídio (como se o número de indiciamento nos homicídios sem autoria conhecida fosse, ao menos, 5% dos casos) e, por fim, até pela absurda tese de que o crime organizado - mais especificamente uma facção cuja liderança está presa há anos - teria “monopolizado a prática de homicídios, com seus tribunais”, o que lembra mais uma teoria da conspiração tão inacreditável que só pode ser classificada como mais uma tentativa de depreciar o bom trabalho policial.
Para quem acha que estou exagerando, leia o título da matéria do jornal Folha de São Paulo, de 29/11/2015 e o seu texto que coleciona explicações como aquelas citadas: “Desarmamento, apuração e facção derrubaram homicídios em SP”.
Como inexplicavelmente o jornalista não abordou o excepcional trabalho da Polícia Militar nos últimos anos como um dos mais importantes fatores, senão o principal, para derrubar - de forma contínua - os índices de homicídio em São Paulo, vou fazê-lo por questão de justiça!
Não parece difícil aceitar que fazem diminuir os índices de homicídios e de outros tantos delitos, como se vê: a rápida prisão de criminosos, as apreensões de armas, a efetividade na ação policial preventiva, a presença ostensiva da força policial, as intervenções policiais estudadas e preparadas em plano inteligente de policiamento com técnica na distribuição dos recursos humanos e logísticos, o emprego sistemático de tecnologia voltada à prevenção, enfim, os extraordinários resultados operacionais que falam por si.
A Polícia Militar é exatamente o órgão responsável pela prevenção policial e pela repressão imediata das ações criminosas em defesa da sociedade. E ela é responsável por 90% das prisões no estado de São Paulo, que alcançam a impressionante média de 120.000 pessoas presas por ano! A PM paulista realiza, por ano, 33,6 milhões de intervenções, atendendo mais de 26 milhões de pedidos de auxílio por meio no número de “emergência 190”, que geram quase 9 milhões de ocorrências policiais (com despacho de viaturas), também por ano, captura mais de 20.000 pessoas com mandados de prisão em aberto, apreende quase 13 mil armas e 83 toneladas de drogas, além de recuperar 93 mil veículos roubados ou furtados.
A PM em São Paulo vem aperfeiçoando os seus processos, prova disso é o tempo médio de chegada de uma viatura (de cinco a dez minutos) com atendimento no primeiro toque em 98% das chamadas por telefone na capital. O novo Centro de Operações (COPOM) é modelo e referência de emprego de tecnologia a favor da segurança pública com controle e georeferenciamento das viaturas e equipes distribuídas com técnica e supervisão. Como resultado de operações e ações policiais planejadas, as prisões e outros importantes resultados operacionais vêm crescendo a cada ano e os índices criminais, como o homicídio, vêm caindo na mesma proporção.
Prova de que esse trabalho policial deve ser reconhecido pelos seus efeitos na redução criminal é o fato de que, quando os índices criminais sobem, a Polícia é a primeira a ser cobrada por todos, especialmente pela mesma imprensa que não lhe dá o crédito devido.
Também, no momento em que qualquer um do povo se sente ameaçado, ou é agredido ou tem suspeita de alguma conduta, a Polícia Militar é a primeira a ser acionada, como aconteceu na semana passada quando o prédio do jornal "O Estado", na capital, foi alvo de ameaça de bomba e funcionários clamaram pela presença da PM, que compareceu de imediato, no seu atendimento universal voltado à proteção das pessoas, salvando incontáveis vidas em suas constantes intervenções.
É certo que algumas pessoas não gostam da Polícia Militar, como é o caso dos criminosos que são presos ou aqueles que querem praticar ilegalidades sem serem incomodados, mas o cidadão comum sabe que pode contar com a PM ininterruptamente para sua proteção e os resultados operacionais e índices criminais comprovam essa assertiva. O nível de confiança cresce na medida dos crescentes chamados pelo telefone de "emergência 190" que já somam 48 mil chamados ao dia apenas na capital São Paulo.
Por tudo isso, deve-se reconhecer que o trabalho eficiente e permanente da Polícia Militar fez os índices de homicídio, e outros, caírem continuamente em São Paulo nos últimos anos, como uma inquestionável experiência de sucesso na segurança pública!
Adilson Luís Franco Nassaro
Coronel PM Chefe do Centro de Comunicação Social da Policia Militar de São Paulo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

SEIS MESES DE INTENSO TRABALHO NO COMANDO DE POLICIAMENTO DE ÁREA M-10 (ZONA SUL DE SÃO PAULO, CAPITAL, CPA/M-10)).



   Quero compartilhar registro de agradecimento a todos que vem contribuindo com nosso comando na maior região da capital paulista (São Paulo), concluído esse importante e primeiro desafio de nossa gestão no policiamento preventivo, junto ao CPA/M-10!
   Ao mesmo tempo, posso prestar contas do sucesso alcançado por essas maravilhosas equipes integradas pelos “Heróis da Zona Sul”, que trabalham ininterruptamente em cinco grandes batalhões de Polícia Militar (1º BPM/M, 22º BPM/M, 27º BPM/M, 37º BPM/M e 50º BPM/M), protegendo em torno de 3 milhões de pessoas.
   Nenhum sucesso se alcança sozinho e, por isso, a união que fez nossa força na Zona Sul, resultou do envolvimento de todos os oficiais e praças nas propostas e metas indicadas pelo Comando Geral da Polícia Militar de São Paulo.
   Os nossos cinco batalhões superaram a melhor expectativa, especialmente no segundo trimestre de 2015 e também no mês de julho. Desse modo, todos os principais índices criminais tiveram queda significativa e se encontram com tendência de redução. Os números revelam essa verdade e estão disponíveis para consulta pública. Por exemplo, na maior das companhias Capão Redondo, a queda de roubos foi superior a 30%, algo extremamente importante em uma região periférica com diversas carências, como ocorre na maior parte da zona sul constituída de gente simples, trabalhadora e honesta em sua grande maioria.
   Nessa área complexa de Santo Amaro, Jardim São Luiz, Interlagos, Grajaú, Capela do Socorro, Campo Grande, Pedreira, Capão Redondo, Jardim Ângela, Jardim Mirna, Parelheiros, Marsilac entre vários outros, a Polícia Militar tem mostrado sua eficiência, com um trabalho intenso e permanente.
   Nas últimas décadas o crime prosperou na periferia, junto com a concentração urbana com pouco planejamento; porém, a Polícia Militar, representada pelo CPA/M-10 na zona sul, vem superando suas metas, prendendo criminosos - mais do que nunca -, prevenindo delitos e contribuindo com outros órgãos para que a comunidade tenha mais qualidade de vida, com segurança, paz e confiança na força policial que trabalha na linha de frente da defesa da boa sociedade.
   Roubos, homicídios, furtos e roubos de veículos estão em queda na área dos cinco batalhões da zona sul e manteremos o mesmo ritmo operacional que permitirá a continuidade e consolidação de boas práticas adotadas, do entusiasmo pelo sucesso permanente. Acreditamos que sempre é possível melhorar!
   Seguem algumas boas práticas adotadas nesses últimos seis meses na zona sul (CPA/M-10):
   1. Uma ideia que deu certo: a implantação da permanente “Operação Impacto Zona Sul”. Com apoio do Comando da Capital (CPC), a partir do recebimento dos novos soldados (turma recém-formada) formamos um pelotão de operações com emprego estratégico e semanal para intensificar as “zonas de calor” (“hot spots”) do mapa criminal, ou seja, das áreas de maior incidência e concentração de pessoas, sempre com apoio de Base comunitária, supervisão e viaturas em apoio. O que funcionaria durante um mês, já se mantem por três meses com grande sucesso!
   2. Também havia uma questão que a todos incomodava: a queima de ônibus com manifestação de criminosos que usavam a exibição do veículo de transporte público destruído como troféu de sua violência, que atinge sempre os menos providos de recursos para a própria locomoção. A partir da prática e acionamento de um idealizado plano de contingência (que identifica os locais e horários com maior vulnerabilidade) e um eficiente sistema de comunicação para viabilizar acionamento de reforços em três níveis (farol amarelo, laranja e vermelho) foi possível praticamente eliminar esse tipo de ocorrência, aliado a reuniões de discussão e planejamento e ações antes, durante e depois do evento, envolvendo vários órgãos públicos e privados. Contatos e reuniões com órgãos parceiros também foram desenvolvidos. Resultado: nas duas últimas tentativas de queima de ônibus (a primeira há três meses e a segunda há mais de um mês) as equipes policiais militares prenderam vários criminosos, pois conseguiram chegar muito rápido aos locais e evitaram as depredações.
   3. O controle dos roubos e homicídios foi eleito como primeiro objetivo da liderança (comandantes). O CPA/M-10 adotou três das dezoito companhias (aquelas que mais impactavam os índices criminais) para potencializar o emprego dos recursos logísticos e humanos disponíveis e para acompanhar de perto a evolução de cada uma delas, fixando o comandante e monitorando a situação delas. Nas reuniões mensais da liderança no CPA, esses comandantes deveriam trazer e expor a todos, o respetivo “diagnóstico” e “plano de ação” referente a cada período. A queda dos índices criminais foi linear e expressivo. Além dos roubos em geral, priorizados no aspecto do planejamento do emprego operacional, diminuíram os casos de violentos roubos e furtos em agências bancárias e caixas eletrônicos com emprego de explosivos.
   4. Aperfeiçoamos mediante a padronização e liderança do CPA/M-10, as Reuniões de Análise Crítica periódicas, mediante o controle absoluto das variações nos índices criminais, melhorando o planejamento operacional.
   5- Incentivamos, a partir do próprio exemplo, a aproximação dos comandantes respectivos e suas equipes com os delegados de polícia e demais servidores da Polícia Civil local, para diálogo construtivo,  busca de soluções conjuntas e soma de esforços, reconhecendo os avanços da 6ª Seccional na área da investigação criminal. O retorno sensível tornou ainda mais próspera a ação policial na área da repressão imediata e da prevenção!
    6. Também aproximação com as lideranças comunitárias, especialmente os Conselhos de Segurança Comunitária (CONSEGs) com envolvimento de muitos interessados e participações de reuniões para discutir assuntos relacionados à segurança pública. A confiança e a defesa da Instituição surge como consequência natural dessa relação virtuosa. Exemplo desse compromisso, foi a implantação no programa “Vizinhança Solidária” no próprio bairro (Várzea de Baixo, Santo Amaro) em que se encontra a sede do Comando (CPA/M-10).
   7. Abrimos as portas do quartel para recebimento de visitas ilustres, autoridades locais e representantes políticos para franco diálogo, externando propostas de mudanças legislativas para melhorar o trabalho policial e também para a valorização policial-militar.
   8. Na perspectiva de valorização policial que defendemos com ênfase, vários eventos foram desenvolvidos com criatividade e motivação, tanto na sede do CPA/M-10 quanto em outros locais, envolvendo todos os batalhões e suas equipes. As homenagens aos “Heróis da Zona Sul” ocorreram como mecanismo de incentivo permanente aos bons trabalhos realizados em cada período mensal e destaques alcançados em ocorrências policiais específicas.
   9. Realizamos pequenas reformas na sede do CPA e encaminhamos projetos para intervenções maiores, buscando a melhoria do ambiente físico de trabalho.
  10. Ainda, no aspecto logístico, conseguimos vagas em pátios de outros Comandos para realocação de viaturas em processo de descarga (inutilizadas), desafogando pátio de sedes de batalhões e companhias. Aceleramos processos de aquisição de bens de consumo (custeio) e aquisição de serviços, com gasto de qualidade dos recursos financeiros públicos visando melhoria de condições de trabalho.
   11. Investimos nos trabalhos de Comunicação Social (divulgação) com uso intenso de redes sociais, de divulgação de boas notícias (ocorrências positivas) na imprensa, utilizando todos os instrumentos disponíveis para projetar a marca de sucesso da Polícia Militar agindo na Zona Sul.
 12. Sistematizamos o emprego de aplicativos de smartphone (especialmente o “wattsapp”) para rápida comunicação em rede com oficiais e grupos de cada sede, com divulgações importantes. A ferramenta contribuiu para o aspecto da valorização das ações policiais com mensagens e cumprimentos do comando a cada boa ocorrência.
  13. Investimos na qualidade do ambiente de trabalho a partir do efetivo policial que trabalha na sede do Comando e, pelo exemplo e diálogo, aplicando-se o conceito nas demais sedes em toda a área, mediante a valorização policial, respeito ao próximo e acessibilidade com o comando.
  14- Na gestão de pessoas voltada à liderança, também implantamos ferramenta de controle centralizado no CPA/M-10 da pretensão de cada oficial colaborador em nível de carreira e de movimentação tratada diretamente com o comandante. A transparência e a seriedade no trato desse assunto, junto com a formação de uma equipe forte e vitoriosa reverteu o quadro de grande fluxo de comandantes (oficiais), estabilizando os times, e a situação tornou-se confortável com surgimento de interessados em servir na zona sul.
  15. Questão da letalidade policial: investimos na valorização das ocorrências policiais com prisão sem confronto, lesão ou morte. Insistimos no conceito de que “ocorrência nota dez” é aquela em que não há mortos ou feridos, excessos que são desautorizados pela lei e alimentam ciclos de violência, e defendendo a virtude de policiais com integridade física, moral e conscientes de suas obrigações e responsabilidades no cumprimento da lei, criminosos devidamente presos, reféns libertados, vítimas agradecidas pela recuperação dos bens e com sua integridade física garantida! A mensagem chegou clara e inteligível. Os casos de confrontos e mortes resultantes de intervenção policial caíram gradativamente na medida em que cada caso foi analisado detalhadamente, com diálogo aberto e difusão clara das regras, com muita seriedade para identificação de não conformidades, correções de posturas recomendações aos comandantes e eventuais responsabilizações ou medidas de preservação da higidez psicológica de policiais com maior vulnerabilidade.
   Prezados colaboradores, dedicados policiais militares, amigos, incentivadores, comunidade da zona sul em geral: temos muito trabalho ainda a desenvolver, prosseguindo com o que já se revelou acertado. O caminho está desenhado e o desafio é permanente!
SUCESSO A TODOS!
VAMOS EM FRENTE!

Adilson Luís Franco Nassaro
Coronel PM Comandante do Policiamento de Área M-10 (zona sul de São Paulo/SP).